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Para conter a dívida do Brasil, o Banco Mundial propôs deter, recuperar e tributar os combustíveis fósseis

Foto: Lula e Haddad Legenda: Panflix

Na quarta-feira (26), o Banco Mundial apresentou uma série de medidas para equilibrar as contas gerais do Brasil, desacelerar o crescimento da dívida e aumentar as taxas de juros.

Além de acabar com os incentivos fiscais para os mais ricos, o relatório propõe reduzir custos e aumentar as receitas fiscais, incluindo setores sociais, como lucros, dividendos e tributação de combustíveis fósseis.

De acordo com o banco, essa medida pode aumentar o desempenho financeiro para 5% do PIB. O instituto alertou contra o uso estrito de pensões e salários públicos e está pressionando pelo cumprimento do novo sistema tributário.

A publicação intitulada “Two for One: Policy for Achieving Financial and Environmental Sustainability” oferece uma redução significativa nos gastos públicos, inclusive no setor social.

No entanto, também estamos considerando a possibilidade de aumentar impostos, como lucros, dividendos e impostos sobre combustíveis fósseis, bem como acabar com os benefícios fiscais, especialmente para a renda máxima da população.

Diagnósticos, problemas e sugestões não são novos. Eles foram abordados várias vezes por economistas e especialistas em contabilidade.

Mas sempre que eles são mencionados, eles buscam reduzir a política pública (algumas das quais não são suficientemente direcionadas) e a resistência entre os residentes e o Congresso de interesse.

“A estrutura de custos rigorosa do Brasil, juntamente com alocações em larga escala para pagar pensões e salários dos funcionários públicos, apresenta problemas. O Banco Mundial disse que o aumento automático dos gastos com grandes programas, especialmente pensões e benefícios de pensão pagos aos idosos (devido à conversão demográfica e indexação de benefícios) causa pressão tributária contínua que dificulta o cumprimento das regras fiscais do [quadro financeiro] de 2023.” Avaliou o banco. 

Veja as recomendações de saldo da conta

• Aumento de renda e redução dos custos obrigatórios do salário mínimo: benefícios de bem-estar social (BPC) e a previdência social (lucros e pensões) subirão abaixo do salário mínimo e, assim, reduzirão os gastos públicos.

• Isolando o custo da saúde e da educação para medidas de renda: Com essa medida, os gastos mínimos com saúde e educação não aumentarão com o acúmulo, o que pode resultar em centenas de bilhões de reais no setor nos próximos anos.

. Reforma administrativa das regras do serviço público: A proposta antecipa uma redução média de 20% dos salários iniciais; adoção de prazos mais longos de promoção de carreira; mudanças nas políticas de recrutamento para reduzir concessões no setor público; introdução de práticas mais orientadas para a gestão de recursos humanos; ajuste dos salários atuais dos funcionários públicos apenas na inflação; e redução do número de empregos.

. Novas reformas de previdência social e apoio: o estudo propõe um valor mínimo de pensão proporcional ao ano de contribuições; estabelece um menor valor de pensão socialista de BPC; combina pensões rurais e BPCs para simplificar a gestão e fornecer proteção abrangente mínima para os idosos; e elimina diferenças “inexplicáveis” na idade de aposentadoria (por sexo, localização e ocupação).

• Supervisão aprimorada da Bolsa Familia para evitar a divisão de residentes de uma família em um ou mais grupos familiares para receber benefícios diferentes.

•  Reforma do seguro-desemprego e do seguro salarial: A proposta é usar contas individuais do FGTS como a primeira linha de financiamento para pedidos de benefícios de desemprego. Por outro lado, de acordo com a proposta, os salários devem ser transferidos para famílias de baixa renda, que podem fornecer até 0,2% do PIB.

De acordo com a análise do Banco Mundial, o risco de mudança climática é um desafio para os objetivos fiscais e ambientais do Brasil.

Portanto, propõe reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

“Resultados positivos” para o crescimento econômico e o equilíbrio orçamental.

“O Brasil é um grande produtor de gases com efeito de estufa (GEE), com emissões totais de 2,29 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono (tCO2e) em 2023. Apesar da remoção do ecossistema natural de 642 milhões de toneladas, as emissões líquidas 5 são de 5.000. O sétimo maior exportador de emissões do mundo.” Aponta estudo.