Em uma declaração recente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que o governo está enfrentando desafios significativos para alcançar a meta fiscal de déficit zero estabelecida para 2024. A meta, proposta pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi incluída no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Lula criticou o mercado, alegando que o setor é frequentemente ‘ganancioso’ e exige do governo metas consideradas irrealistas. Ele sugeriu que a meta fiscal poderia apresentar um déficit significativo nas contas públicas, dentro de uma margem que, segundo ele, não afetaria tanto as contas públicas“Desde outubro eu tenho dito que esse governo vai continuar perseguindo o esforço de ter aquilo que já encaminhou para LDO que é o déficit zero do país. Não faz nem sentido a gente fazer qualquer discussão sobre meta fiscal antes de concentrarmos nosso trabalho nas medidas que garantem ampliação de arrecadação”, declarou o petista.Um apoiador de Lula, citado em uma matéria do Brasil Econômico, afirmou que a “dedicação total do governo neste momento é aprovar as medidas de ampliação de arrecadação e justiça tributária”.Por outro lado, um apoiador de Bolsonaro, citado em uma matéria do G1, argumentou que a flexibilização da meta fiscal arranharia a credibilidade do governo e prejudicaria o investimento no Brasil.”O governo perde credibilidade que tem tentado ganhar ao longo deste ano. A gente tem que lembrar que o presidente Lula foi eleito em uma disputa acirrada. Então ele já não tem mais o apoio que ele tinha lá nos dois primeiros mandatos […] Mudar a meta agora faz com que essa credibilidade que o governo tem tentado construir desde o começo do ano fique abalada.” alegou a economista Juliana Inhazs em entrevista ao portal G1.






