Segundo um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o número de inadimplentes no Brasil atingiu um novo recorde. O relatório revela que, em abril deste ano, 66,08 milhões de brasileiros estavam endividados, o que representa 40,60% da população adulta do país. Além disso, houve um aumento de 8,08% em comparação ao mesmo período do ano passado, indicando uma tendência preocupante.
José César da Costa, presidente da CNDL, comentou os dados e destacou as razões por trás desse crescimento alarmante de inadimplentes, enquanto pede medidas por parte do governo para solucionar a situação. Ele apontou que o Brasil ainda enfrenta as consequências da crise internacional, além de sofrer com anos de altas taxas de juros e baixa renda. Para ele, é essencial que o governo adote medidas que aliviem as contas públicas e, consequentemente, a vida da população. Embora exista um arcabouço fiscal em andamento, José César destaca a importância de sua credibilidade para que realmente consiga manter a ordem nas finanças do governo.
A pesquisa também revelou algumas características dos devedores. De acordo com o levantamento, 51,05% dos inadimplentes são mulheres e 48,95% são homens. Em relação à faixa etária, 23,76% dos devedores têm entre 30 e 39 anos.
Enquanto especialistas apontam a necessidade de ações do governo para reduzir a inadimplência, Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil, destaca que existem medidas que podem ser adotadas, com destaque para a responsabilidade fiscal. Ele ressalta que manter os gastos do governo em ordem, com uma boa relação dívida/PIB, e trabalhar para a credibilidade do novo arcabouço fiscal seriam passos fundamentais para melhorar a economia do país. Essa harmonia entre as políticas monetária e fiscal contribuiria para aumentar a confiança do mercado e reduzir a pressão sobre as taxas de juros, além de diminuir a incerteza, facilitar a redução da inflação e incentivar o pleno emprego ao longo do tempo.
Em meio a esse cenário desafiador, há pessoas que buscam alternativas para driblar a situação econômica em que se encontram. Um exemplo é Maria, uma autônoma que decidiu trabalhar por conta própria para garantir sua subsistência. Ela comenta: “Diante das dificuldades financeiras, encontrei na autonomia uma maneira de sustentar minha família. Mesmo com os obstáculos, tenho buscado formas criativas de oferecer meus serviços e conquistar clientes, pois acredito que a perseverança é essencial para superar essa fase complicada.”
A situação de inadimplência no Brasil exige ações imediatas tanto do governo quanto da sociedade. É necessário que medidas sejam tomadas para estimular o crescimento econômico






