Foto: Flávio Bolsonaro Fonte: Pinterest
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ordenou uma investigação às acusações de difamação contra o Presidente Lula feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Isto inclui uma declaração que Flávio publicou no X a 3 de novembro, acusando o presidente de uma série de crimes: “Lula vai ser julgado. Vai começar numa reunião em São Paulo: tráfico de droga e de armas, lavagem de dinheiro e corrupção.”
Flávio publicou uma foto de Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela, capturado pelas forças americanas, juntamente com uma notícia com uma foto de Lula intitulada:
“Vamos ter uma reunião de emergência depois de Trump ter detido Maduro”. O senador falou abertamente sobre o pedido de desculpas, destacando os motivos dos crimes do presidente, que são inimagináveis.
O especialista em eleições Carlos Frota disse à imprensa que as sanções podem resultar na suspensão dos direitos políticos de Flávio, impedindo-o de se candidatar à presidência. “A Constituição de 1988 afirma claramente que uma punição, incluindo uma multa, pode resultar na perda de direitos políticos”.
Esta restrição aos direitos políticos significa que as pessoas não podem obter um boletim de voto, aderir a um partido político ou votar.
Além de autorizar a investigação, Moraes ordenou ainda que os ficheiros fossem encaminhados para a polícia estadual, que terá 60 dias para conduzir a investigação. O caso foi remetido para o Supremo Tribunal sob o argumento de que o comissário tinha jurisdição apropriada em virtude do seu cargo.
Moraes ordenou ainda o arquivamento da queixa, presumindo que não existia qualquer exclusão material que justificasse o arquivamento.
Em comunicado, a agência de aplicação da lei afirmou que a lei é “falha” porque o texto “carece de justificação criminal”.






