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Mauro Cid alega que defesa de Bolsonaro tentou obter dados da delação premiada

Mauro Cid durante o questionamento da Suprema Corte sobre a trama do golpe – Foto: Reuters/Diego Herculano

Em um depoimento à Polícia Federal (PF), o tenente-coronel Mauro Cid disse que, em sua opinião, os advogados dos acusados do plano de golpe, incluindo os de Jair Bolsonaro (PL), estavam tentando obter informações de sua família sobre as delações premiadas.

Na terça-feira (24), foi ouvido se o advogado do réu agiu para interromper a suposta investigação da tentativa de golpe de tomar o poder depois de perder as eleições de 2022.

De acordo com a decisão do Ministro Alexandre de Moraes , a PF aceitará o testemunho dos advogados do ex-presidente seguindo sinais de obstrução da justiça.

O mandado de prisão anterior disse aos investigadores que os advogados foram instruídos a falar sobre o relatório através de perfis de mídia social, mas a foto foi, na verdade, o resultado de um vazamento.

Os advogados tentaram ignorar o aviso de concessão de Mauro Cid e argumentaram que o vazamento de informações confidenciais de informações pessoais falsas nas redes sociais prejudicaria um dos termos do contrato. Ele rejeitou tal declaração à PF.

Mauro Cid também disse que a gravação seria feita sem permissão, e o áudio seria editado e bloqueado.

Mauro Cid, o insistente da conspiração do golpe, disse que não fez o perfil de Gabriel 702 acima e não sabia quem o faria. Ele negou ter discutido um acordo de cooperação premiado com Eduardo Kuntz, um advogado que defendeu Marcelo Câmara.

Cid disse que, além de encontrá-los, a equipe de defesa tentou entrar em contato com a filha, a esposa e a mãe do exército. As perspectivas teriam se estabilizado do segundo semestre ao início de 2023.

“Analisando o celular de sua filha, os advogados Luiz Eduardo de Almeida Kuntz e Fabio Wajngarten chamaram sua filha mais nova de G. R. Eles estão em contato com C. O relatório de depoimentos indica que estava claro que ele havia sido levado.”

Do ponto de vista do exército, ao analisar o conteúdo da conversa, o objetivo do advogado é abordá-lo por meio de sua filha mais nova.

O contato com minha mãe foi “pelo menos três vezes pessoalmente” durante um evento esportivo.

De acordo com Mauro Cid, em uma das abordagens, Paulo Bueno, que foi eleito advogado de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo criminal, também compareceu. Ainda concordando com o relatório, os advogados da época “permitiram que ele agisse em defesa do declarante”.

Em relação à suposta troca de informações nas redes sociais, Cid disse que achava que foi gravada sem conhecimento ou aprovação, e que o material foi entregue ao advogado Kuntz.

Ele também disse: “Um dos áudios publicados pela revista Veja que o apresentador ouviu foi editado e cortado, e quando se trata da foto, ele acredita que foi um arquivo vazado e que foi usado para organizar a imagem apresentada pelo advogado”.